quarta-feira, 27 de julho de 2011

Confusão



O mundo, as pessoas... tudo uma grande decepção.

Danilo C.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

chorume.

O cheiro de maçã
ondulava meu libido
deixando vivas
as flores mortas do meu arranjo...

Danilo C.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Para todos que conseguem se esconder em um sorriso.

E é só eu me lembrar que pela sua boca eu já caminhei, que me vem aquela vontade de atravessar esse chão, corrompendo o concreto e me esconder debaixo da terra pra poder chorar, chorar todas as minhas lágrimas, toda a minha dor, até que saia muito sangue em meus olhos. Sim, homens podem chorar sim! Dizem que nada mais elegante que a dor de um homem colocada no papel, mas se aqui existe elegância eu acho que acabei com toda a minha cota. Pois fiquei aqui parado olhando para este papel em branco por horas. Penso eu que a vontade de fugir do meu eu é tanta, que nenhuma palavra sai, apenas rabiscos, e nesses rabiscos enormes, me dei conta de que minha cabeça anda cheia demais. Anda cheia de vontades, cheia de lembranças, cheia de desejos, cheia de você. Eu queria comer todos esses pensamentos, de garfo e faca, quem sabe assim minha cabeça se limparia e eu poderia escrever sobre coisas bonitas, sonhos bem distantes, sobre um barco azul que passa pelo mar, sobre a água de coco que estava doce demais. Mas isso não é realidade, pelo menos a minha não é. Queria falar sobre o quanto ainda me dói, se soubesse o quanto é vivo o que eu sinto aqui dentro. Por você eu jogaria todo o meu dinheiro fora, queimaria todas as minhas roupas, doaria todo o meu sangue, venderia a minha alma. E é tão ruim essa tristeza que me bate ao acordar, e eu não sinto a mínima vontade de me levantar. Todos dizem que ''cada manha todas as misericórdias se renovam''. A minha não,ela continua ali, é uma fixação em cada detalhe seu. Ao lembrar você tragando o cigarro, daquele seu jeito confiante, puxando a fumaça e forçando as vistas, fechando a sobrancelha... Toda a minha vista se fecha, toda a minha cabeça se fecha, todo o meu mundo se fecha. Quem me dera poder ter aquele par de olhos cor de confiança só por um momento, com a atenção voltada só para mim. Aquele par de olhos que me fez afogar, relutar, depois barbarizar e atropelar toda a minha timidez. E meus pensamentos vem, vão, e eu me fecho, me viro, e essa vontade de não levantar dessa cama só aumenta. E a cada dia que eu levanto, aumenta uma parte do meu sorriso amarelo.

Danilo C.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ilusão!?

De dose em dose se conforta um coração...

É tão estranho como depois de tanto tempo, quando você chega eu ainda me sinto como se fosse a segunda vez em que eu te vejo. Ainda me vem aquela sensação de tremor ridícula, que por mais que a gente tente segurar, mais ela te toma por inteiro. E a gente se sente um babaca, fica sem graça com medo de ser notado, acha que está estampado na nossa cara pra todo mundo ver o quanto a gente está balançado. É verdade, eu ainda me sinto me sinto assim, no silêncio sozinho do meu quarto eu tento exorcizar meu sentimento com o barulho do ventilador, mas sempre os pensamentos passionais me bombardeiam, me fazendo lembrar que dentre conversas e pessoas ao longo da vida, eu notei e encontrei a que me fez pensar que todas as outras nas quais eu me esbarrei, fossem tão normais, chatas, banais, sem graça, sem foco, sem vida. E por falar em sem vida, você me faz pensar que já viveu décadas, anos luz antes de mim, as formas claras e concretas de enxergar os problemas, o tom leve e sem desespero que ao contrario de mim demonstra total segurança em tudo que faz, eu queria ser assim. E a cada dia eu fico mais louco, com mais vontade de estar sempre perto de você, de aprender o que você nem tem pra me ensinar. E só de falar eu já sinto falta do seu cheiro, esse cheiro vivo, que sempre me traz para a terra. Dizem que o amor só tem cor e que ele é inodoro, o meu não tem cor, tem cheiro. O seu cheiro, o cheiro que me transborda e me arranca os mais estranhos e internos suspiros. E eu fecho a minha boca e guardo todo o meu fôlego para você. E quando você vai, você o tira todo de mim. Quando eu estou com você, eu consigo observar casa centímetro, não, centímetro não, eu consigo adorar cada milímetro seu. E eu adoro a forma como você respirava, como você fala, como você boceja, como você pisca, como se se estressa. E eu queria você aqui agora, pra deitar em minha cama e derramar todos os seus problemas em meu colo, mesmo eu não podendo resolver, e dai eu tomaria as suas doses. Quando eu tomo as suas doses eu me sinto renovado. Pois de dose em dose se conforta um coração, e que essas doses virem doze doses, que de doze em doze, essas doses sejam mais doces. Para que de doce em doce, quando nós criarmos nossas asas e cada um seguir o seu próprio horizonte, só as coisas boas fiquem. Que na verdade são as únicas que importam.

Danilo C.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Se é alucinação eu não sei.

Carinho, muito carinho, invalidez, rejeição, socos, socos no estômago, pontapés no estômago, raiva, muita raiva, coração em chamas, suor na mãos, confusão na cabeça.

Eu consigo sentir tudo isso com seu olhar...

Danilo C.

terça-feira, 14 de junho de 2011

A. Rodrigues

Era uma vez uma menina, uma menina dos cabelos lisos, aquela que passa arrastando os sapatos com seu agasalho de lã azul marinho com pelos de gato. Aquela que cativa todo 'O MUNDO' com seu sorriso largo e estrondoso, saído por sua boca carnuda. Ela tem uma áurea meio-tropicalista-meio-cafona, ela é bem cafona, nota-se pelo seu gosto musical meio-sentimentalista-meio-oitentinha. Ela é antiga, essa menina é rococó, sua alma old school faz com ela se tranque em seu quarto, para ver um jardim dentro dele, se movimentando na medida que o vento passa pela greta da janela quase fechada, se ela estressa ela pode ver várias aranhas por todo o teto do quarto. Ela sabe muito bem do que eu estou falando. Ela não grita e nem chora, e apenas deita em sua e começa a cantar suas musicas de auto-e-expressa-ajuda. Essa menina tem mel, difícil encontrar algum rapaz que não há observa, difícil também é querer contar nos dedos da mão os que já caíram em seus encantos involuntários. Ela parece ter trinta e sete anos, tem respostas na ponta da língua, conselhos de mulher vivida ela tem, e como tem. Acho que na vida passada ela foi minha avó. Hoje, nessa vida ela completa vinte e dois. Gosta de gatos e cachorros, nunca a perguntei de qual ela mais gosta, mas creio que seu coração é tão grande e bom, que ela deve gostar mais de gatos, cachorros, papagaios e pessoas. Ela gosta de cartões, papéis de bala, abraços, horas e horas de conversa sobre as questões amorosas. Ela gosta de dizer que na vida ninguém é de ninguém. Mentira dela, pois se alguém se aproxima de seus gadinhos, ela surta e manda o pé na porta, enlouquece e volta pro seu quarto para relutar com as malditas aranhas. E se você estiver com alguma raiva, fogo ou revolta, não se preocupe, ela consegue tirar com a mão e ela apaga em seu peito, literalmente. Ela é mágica, ela é moça, ela é linda, ela é uma graça.
Viva seus vinte e dois, viva suas flores, viva suas aranhas.
Obrigado por tudo
Felicidades
você merece!

Danilo C.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Queria

Eu queria me prender em suas mãos, eu queria me pendurar em seus braços, eu queria me embaraçar em seus cabelos, eu queria me sufocar em sua boca, eu queria me cegar em seus olhos, eu queria me perder em seus pensamentos. Eu queria, eu queria, eu queria. Eu queria provar pro querer, que realmente se pode ter.

Danilo C.